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Pedro, pedras e teu templo interior.

Publicado em 28 dUTC novembro dUTC 2011 por editor (0)

Pedro, pedras e teu templo interior.

A palavra “igreja” tem origem muito próxima de “egrégora”, ambas etimologicamente de raizes gregas.

Segundo as doutrinas que aceitam a existência de egrégoros, estes são gerados pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade. Suas energias se agrupam, e se “arranjam” com vínculos muito próximos à teoria das formas-pensamento, onde todo pensamento e energia gerada têm existência no cosmo.

Sobre o significado de igreja, no Novo Testamento, a palavra igreja aparece por diversas vezes sendo utilizada como referência a um agrupamento de cristãos, e não a edificações.

No Livro de Mateus (C.16, V.18), Jesus afirma que edificaria sua Igreja: “Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela“.

A igreja que Jesus refere não é as pedras mas sim o Pedro, a pessoa, as pessoas. O “agrupamento de cristãos” quando se reúne em nome de um fim comum, pode ser uma única pessoa, você e seu Eu Superior, ou ainda seus vários eus congregados. Essa reunião de intenções cria uma egrégora poderosa, somatório das energias físicas, mentais e emocionais alinhadas numa mesma direção. Aliás, congregação é outra palavra que tem a mesma etimologia grega de igreja.

Não é o Caminho de Santiago que tem a mística egrégora da transformação. É o peregrino quem a tem! E se acha que não a tem, então o tema é outro. O tema é valor pessoal, autoestima.

Ter uma autoestima saudável é fundamental para o desenvolvimento adequado de dons e “poderes” especiais. De outra forma esses dons poderão ser “transferidos” para uma outra pessoa, para um mestre, ou para um vizinho palpiteiro, para um caminho de longa peregrinação, ou mesmo para pedras empilhadas e decoradas, chamadas igrejas ou templos.

É você o templo, assim como sua alma é como o próprio Deus.

Quando reunimos vários eu, em “de eus”, temos melhor noção dessa divindade, assim como pode ser muito enriquecedor buscar Santiago de Compostela, sua catedral ou seus 800 e tais quilómetros de caminho, para reencontrar sua santidade.

Benditos sois vós, caminhos e edifícios de pedra, que dão à luz os Pedros em nós!

Amém!

João Carlos Melo

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